Gernaide Cezar
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Feito um desenho

Vejo a vida decalcada na janela
Pela tela do horizonte único
Que avermelha todas as tardes
Num rumo agreste e indefinível
Sinto em vida o medo da paz
Que dilata o silêncio franco
Ondulando as marcas enrugadas
Da angústia sagrada que decota a vida
Os dias passam fechando o tempo
Dos abrolhos que relaxam no eco
Num seletivo desenho sem forma e sem cor
E provoca a abolição que transcende
Os minutos vibram desnudos
Numa coleta dolorosa de imagens
Dentro dos olhos da alma
Que não podem volver a sombra
O tempo escorre dentro da lógica
E sem rumo segue no vazio
Como traços repartidos em cores
Dos desenhos que latejam sem vida
 
Gernaide Cezar
Enviado por Gernaide Cezar em 13/10/2019
Alterado em 14/10/2019


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