Gernaide Cezar
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Sem afeto
 
Existe uma fissura ampla
Que perpassa no silêncio
E o mundo segue à toa
Pela falta que separa o desejo
E na face sempre oscila
Uma ambição adversa
Já não vejo você
Nem nos olhos da noite
O tempo sempre me acalma
Na palavra em prece
Penso como quem infringe
Aquela mágoa sem remédio
Sempre cantando em rimas
Numa timidez disfarçada
E sem o afeto
Perdi de nós todos os amores
Num tempo cheio de luz e lágrimas
Que nos obriga a fechar os olhos
E num sonho descanso
Na esperança sem tédio
O dia se olha no espelho
Mas só aparece o ontem
E os abismos são os mesmos
Tenho na cabeça frases alheias
De um tempo passado
Como um retrato  antigo 
Já esquecido
 
 

 Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional. 
 
 
Gernaide Cezar
Enviado por Gernaide Cezar em 17/10/2019
Alterado em 18/10/2019


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