Gernaide Cezar
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Não me vejo na foto

Era uma grade verde pálida
Como um álbum quase embaçado
Com sinais de um tempo distantes
Nas figuras passadas eu estava

Não me vejo na foto em estampa
Quis procurar e rocei num espaço inútil
Foi um anúncio alterado na hora
Que deixava o espaço na parte cortada

Procuro muito em busca de mim
E a foto não revela os dias da imagem
Na mancha exótica algo pulsa em vulto
Como a distância vibrante do tempo

Na capa aparece outra vez o sonho
Como um perfume partido em cópia
Mostrando a parte nua do meu sorriso
No silêncio de um rosto místico

Enquanto a mágoa cerceava o eco
No signo distante do tempo que se foi
Passado no limite da vida
Que versa o espaço quase vazio


 
Gernaide Cezar
Enviado por Gernaide Cezar em 01/09/2021
Alterado em 01/09/2021
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